Exposição As Regras do Jogo

Para responder à pergunta: “Quais são as regras do jogo – na arte e no convívio social?”, os curadores Fafá Noronha e Carlos Habe convidaram cinco artistas brasileiros para a exposição As Regras do Jogo, realizada no espaço do CLAC – centro livre de arte e cultura, em São João da Boa Vista.

Muitas das relações humanas, inclusive a cultura, são construídas perante uma série de características e estruturas que configuram o conceito de jogo. A cultura é desde seus primeiros passos, como que jogada, segundo as formas e o ambiente de jogo. E o confronto com o outro é, ao mesmo tempo, o começo e o objetivo final das paixões, da economia, da política e dos idiomas – jogar nas relações e na vida é lidar com essas regras de convívio social!

Revisitar imagens, questionar os meios de comunicação e brincar com as regras do jogo da convivência social são estratégias em comum presentes nas doze obras criadas pelos artistas: Alexandre Teles, André Komatsu, Azeite de Leos, Diego Castro e Laerte Ramos.

Também serão realizados bate-papos com os artistas participantes por meio de lives que serão realizadas ao longo do período da exposição.

Artistas convidados

Alexandre Teles nasceu em São Paulo (1979). Artista gráfico, arte educador e ilustrador de pautas editoriais (como Folha de SP e O Estado de São Paulo) e livros infanto-juvenis. Desenvolve seu trabalho principalmente com as técnicas de gravura e monotipia – onde a relação entre luz/sombra/espaço é o seu vocabulário para compor cenas nas quais discute a relação entre o ser humano e o ambiente urbano. Em 2017, lançou pela Editora Veneta seu primeiro livro autoral, “CALIGARI!”. Trata-se de uma livre-adaptação do filme expressionista alemão “O Gabinete do Dr. Caligari” (1920) feita integralmente em monotipia

André Komatsu nasceu em São Paulo (1978) e atualmente vive e trabalha na cidade. O artista questiona as diferentes formas de atuação do homem no mundo, a maneira como lida com o espaço urbano e com os poderes estabelecidos.

De suas exposições individuais, destacam-se Estrela escura, na Galeria Vermelho, em São Paulo (2018); Ordem Casual, no Futurdome, em Milão (2018); When the sun falls down, na Cont(in)una Project/ Galleria Continua, em Pequim (2017); e Construção de Valores, no Redbull Station, em São Paulo (2017). Participou de coletivas como No habrá nunca una puerta. Estás adentro, na Fundação Santander, em Madri(2019); Navalha na carne, no Paglione D’Arte Contemporanea (PAC), em Milão (2018); Troposphere, no Beijing Minsheng Art Museum, em Pequim (2017); além de ter feito parte da representação brasileira na 56ª Bienal de Veneza, Pavilhão do Brasil, em Veneza (2015); e na Bienal das Américas, no Museu de Arte Contemporânea Denver (MCA), no Colorado (2015).

Suas obras integram acervos de instituições como TATE Modern, de Londres; Museu de Arte Moderna de Nova York (MOMA), de Nova York; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo; Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACBA); e Middlesbrough Institute of Modern Art (MIMA), em Middlesbrough.

Azeite de Leos (Rodrigo Azeite de Leos, 1979). Artista plástico, ilustrador e educador. Mestre em Poéticas Visuais pela FASM (Faculdade Santa Marcelina) onde realizou a pesquisa “Narrativas Cotidianas”. Formado pela FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado). As relações entre o desenho e a escrita são a base da sua pesquisa artística, assim como, sua produção plástica focada em processos de impressão e construção da imagem. Participou do Programa de Residência Artística Cité Internacionale des arts Paris: pela Fundação Armando Alvares Penteado – FAAP em parceria com Cité Internacionale des arts em Paris. Realizou exposição individual “Entre Processos” na galeria Jaqueline Martins e exposição individual “MUR/MUROS” na CasaGaleria e oficina de arte. Participou de diversas exposições, tais como: “Um livro sobre a morte” Museu Brasileiro da Escultura – MUBE, ABERTO 10 em Uberlândia – MG, “Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo” – SP, “Salão Luis Saciloto de Santo André” prêmio aquisição, “34° Anual de Arte da FAAP” e “4º Salão de Americana” prêmio revelação. Ilustrou revistas e livros infantis como a “Declaração Universal do Moleque Invocado” de Fernando Bonassi, “Historinhas Malcriadas de Ruth Rocha, “O Selvagem” de Walcyr Carrasco e “Ana está furiosa” de Christine Nöstingler.

Diego Castro. Artista visual, graduado como bacharel no curso de Artes Plásticas pela Faculdade Santa Marcelina em 2005, mestre em Poéticas Visuais pela ECA-USP em 2012. O início de sua trajetória artística é marcado pelo arquivamento de imagens, com intuito de descaracterizar o seu significado e os meios onde essas estão inseridas.

De suas exposições individuais, destacam-se: Enfoque, Centro Universitário Maria Antônia USP., São PAulo, SP. 2019. (Curadoria Thais Rivitti). Imagem Sitiada. Oficina Cultural Oswald de Andrade, SP. 2017. (Curadoria Juliana Monachesi). Cor de Base #3. SESI Campinas. Campinas, SP. 2016. (Curadoria Tiago Santinho). E = mc2. MAC Campinas. Campinas, SP. 2016. (Curadoria Juliana Monachesi). Participou em diversas exposições coletivas da quais destacam-se: Livros de artista da Biblioteca do MAM, Museu de Arte Moderna, São Paulo, SP. 2019 -2020. (Curadoria Felipe Chaimovich). Antes que as traças nos devorem. Museu Murillo Lagreca, Recife, PE. 2018. (Curadoria Paula Borghi). Que Barra. Ateliê 397, São Paulo, SP. 2018.(Curadoria Thais Rivitti). Scapeland – Território de transito livre. Galeria Marta Traba – Memorial da América Latina, São Paulo, SP. 2018.(Curadoria Laerte Ramos). Projecto Múltiplo #9, El Taller de Serigrafía René Portocarrero, Havana, Cuba, 2015.(Curadoria Paula Borghi). 43 Visões do Monte Fuji, FAL, Universidade de Arte de Musashino, Tokyo, Japão. 2015. Bienal do Recôncavo, Centro Cultural Dannemann, São Felix, BA, 2010/2011. 11º Bienal Nacional de Santos – Artes Visuais, Centro de Cultura Patrícia Galvão, Santos, SP. 2008. Bienal do Triangulo Mineiro, Uberlândia, MG, 2007.

Laerte Ramos (São Paulo, SP, 1978) destaca-se no panorama da arte contemporânea brasileira especialmente pela produção em cerâmica e em gravura. Trabalha ainda com diversas linguagens como o vídeo, a instalação, a performance e a ação urbana. Graduado em artes plásticas pela Fundação Armando Alvares Penteado (2001), as pesquisas por ele empreendidas têm como principal eixo condutor os meios reprodutivos da imagem, as seriações em diferentes suportes e a relação com as cidades em que são produzidas ou expostas. Seus trabalhos excedem o caráter de meras peças unitárias e cruzam diferentes linguagens para modificar a compreensão destas e do espaço em que se inserem. Desde a segunda metade da década de 1990, Laerte Ramos tem participado de importantes mostras coletivas e, nos últimos 20 anos realizou diversas exposições individuais, no Brasil e no exterior. Participou de diversos programas de residência artística (França, Suíça, Holanda, Portugal e China) e foi contemplado com diversos prêmios, dentre os quais podem ser destacados o Prêmio Lelocleprints (2004), o Prêmio Marcantônio Vilaça – Pró Cultura/ MinC (edições de 2012 e 2013), e o Prêmio Mostras de Artistas no Exterior – Fundação Bienal de São Paulo/ Phoenix Institute of Contemporary Arts (2011). Recentemente representou o Brasil na Expo Milano 2015 com uma grande instalação de cerâmica que ocupou o Octógono da Pinacoteca de São Paulo no ano anterior. Vive e trabalha em São Paulo.